domingo, 7 de julho de 2013

A bela que dorme

Hoje fui ao cinema assistir o italiano ¨A bela que dorme¨. Sabia que o filme era sobre a morte de Eluana Englaro e esperava uma documentário sobre a eutanásia, com discussões políticas, religiosas e morais sobre o tema.

Não foi isso que vi. 

A bela que dorme é um filme que utiliza o caso Eluana Englaro como pano de fundo para mostrar que as pessoas reagem de forma diferentes à mesma situação. Assim, demonstra que é impossível dizer o que é certo e o que é errado em casos que envolvem situações tão pessoais.

Não sou crítica de cinema e o objeto deste post não é fazer uma análise cinematográfica do filme. Contudo, sou uma estudiosa das questões que envolvem o direito de morrer e estas se manifestam também nas artes.

Foi isso que me motivou a ir ao cinema. E este filme apenas reafirma o que venho defendendo: quando alguém defende o direito à autoderminação sobre a forma da própria morte, está apenas defendendo que o Estado resguarde a co-existência de diferentes projetos individuais. 

Direito de morrer não é a mesma coisa de direito de matar. E nem de dever de morrer. É apenas o direito de cada um decidir - quando isso é possível - quais são seus limites individuais sobre o prolongamento da vida. Da sua vida.

Afinal, a vida é um direito individual.



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